1001x Antes de morrer: Machadão e as memórias póstumas


   Ao verme que primeiro roer as frias carnes do meu cadáver, dedico como saudosas lembranças estas memórias póstumas. Com essas célebres palavras, inicia-se, segundo a crítica americana, o melhor livro da America latina. Machado de Assis só escrevia ficção romântica, antes de aparecer com esse incrível e original texto, narra a vida (começando pela morte) de Brás Cubas, um rapaz sem rumo e com uma vida vazia, herdeiro de muita grana, Brás se forma mas acaba não trabalhando, ama mas não consuma, vive mas, não vive. Brás Cubas garoto brejeiro é mandando pelo pai para estudar fora e tomar um rumo na vida, para não gastar com mulheres toda a fortuna do pai, volta formado e não faz nada da vida alem de gastar a fortuna do pai. Memórias é, antes de mais nada, uma sátira a comunidade fluminense da época (1816), ironizando o estilo de vida dos moçoilos bem nascidos.
       

Cápitulo CXXXVI

Mas, ou muito me engano, ou acabo de escrever um capitulo inútil.

Curiosidades

A caligrafia do escritor era tão ruim que, às vezes, até ele tinha dificuldade de entender o que escrevia.

Machado de Assis tinha epilepsia. Além disso, o autor de Iáiá Garcia e Dom Casmurro, entre outras obras, era gago.

Como era comum na época, Memórias Póstumas de Brás Cubas foi publicado em folhetins e só mais tarde lançado em livro. 

Segundo alguns biógrafos, as últimas palavras de Machado de Assis antes de morrer foram: “A vida é boa”. 
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